Meu marido postou em seu blog algumas fotos da nossa primeira semana de obra. Eis o endereço:
http://fluvopus.blogspot.com/2009/02/1-semana.html
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Uma caixinha de surpresas...

Após pegar as chaves do apartamento, começamos a desbravá-lo, mas não sei se foi tão boa idéia assim. Lembrei-me do mito de Pandora, no qual a mulher ficou conhecida como causadora dos males da humanidade. Vocês já ouviram falar neste mito? Ele bem parecido com a estória de Adão e Eva...
Primeiro Prometeu criou o homem, mas Zeus implicou um pouquinho com essa criação e em uma disputa com Prometeu, Zeus foi engado por ele. Zeus descobriu tudo, claro! Como castigo, colocou Prometeu preso em um rochedo. Durante o dia, as aves iam comer suas vísceras. À noite, sendo Prometeu imortal, seus órgãos se refaziam. E no outro dia sua tortura recomeçava...
Agora sim entra Pandora! Prometeu tinha deixado uma caixa com seu irmão, mas ninguém sabia o que ela continha.
Zeus, ainda com sede de vingança, criou um outro ser humano: a mulher. Ela foi criada com características de todos os deuses (por isso Pandora = que possuia características de todos os deuses do Olimpo). Essa mulher foi dada como presente ao irmão de Prometeu, que o havia advertido para não aceitar nada vindo de Zeus. Todavia o presente foi aceito. Pandora o enganou e conseguiu abrir a caixinha cujo conteúdo era desconhecido até então. Da caixa saíram todos os males do mundo, restando apenas um deles, pois a caixa foi fechada antes que ele saísse.
Primeiro Prometeu criou o homem, mas Zeus implicou um pouquinho com essa criação e em uma disputa com Prometeu, Zeus foi engado por ele. Zeus descobriu tudo, claro! Como castigo, colocou Prometeu preso em um rochedo. Durante o dia, as aves iam comer suas vísceras. À noite, sendo Prometeu imortal, seus órgãos se refaziam. E no outro dia sua tortura recomeçava...
Agora sim entra Pandora! Prometeu tinha deixado uma caixa com seu irmão, mas ninguém sabia o que ela continha.
Zeus, ainda com sede de vingança, criou um outro ser humano: a mulher. Ela foi criada com características de todos os deuses (por isso Pandora = que possuia características de todos os deuses do Olimpo). Essa mulher foi dada como presente ao irmão de Prometeu, que o havia advertido para não aceitar nada vindo de Zeus. Todavia o presente foi aceito. Pandora o enganou e conseguiu abrir a caixinha cujo conteúdo era desconhecido até então. Da caixa saíram todos os males do mundo, restando apenas um deles, pois a caixa foi fechada antes que ele saísse.
Senti-me como Pandora quando começou o quebra-quebra lá de casa. Vários males foram libertados... Vi-los personificados em cupins, muitos cupins...
Mas a obra segue e eu espero que termine mais ou menos dentro do prazo...
Pandora se arrependeu, por isso fechou rapidamente a caixa. Eu não! Continuamos a quebração, certos de que novos males sairão de nossa caixinha.
Mas uma coisa permaneceu na caixa, lembram? Foi o sentimento que destruía a esperança. A esperança, portanto, foi o único sentimento preservado. Acho que com o intuito de nos dar forças para superarmos os males que vão surgindo durante nossa vida. E, assim, continuarmos seguindo em frente com a certeza de que dias melhores virão!
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Ei-las: as chaves!!!

Durante algum tempo fiquei incrédula sobre a futura existência desse dia, mas ele aconteceu... Não foi como eu sonhei, mas aconteceu...
Graças ao trabalho de espionagem do meu irmão, descobrimos que os ex-donos de nosso apartamento já haviam se mudado. Após alguns telefonemas, marcamos de pegar as chaves da nossa casa nova (que, diga-se de passagem, não está tão nova assim, aliás não está nem um pouco nova!). Foi sábado. Um apartamento vazio e nós seis lá dentro, sim, porque minha família linda estava toda lá! Um evento!!!
(Ainda bem que minha linda família estava toda lá, porque só o meu irmão conseguiu abrir a porta... Seria trágico se não fosse cômico: trancada do lado de fora da minha casa nova!!! Constatamos então o primeiro problema: temos que consertar a fechadura!)
Mas esse foi só o começo... Teremos que trocar todas as portas da casa! Estão todas quebradas ou com cupim. E sabe quantas são? Oito portas!!! Oito!!! Os pisos terão que ser trocados, da casa toda, acho que eles estão lá há uns 30 anos!!! Aliás, acho que tudo na casa está lá desde que o prédio foi construído, há uns 30 anos...
Bom, achávamos que só faríamos umas obrinhas estéticas, mas não... Tomara que não tenhamos mais surpresas. Porque não sei como pagaremos pelas obras!!!
De qualquer forma, temos a nossa casa, nossa de verdade!!! E, neste momento, nem as obras não planejadas me tiram o delicioso sabor de ter a minha casa e nada me deixou mais feliz do que estar ao lado das pessoas que mais amo recebendo as chaves da minha nova casa velha...
Ah! Que ficará linda, vocês verão!!! rs
* * *João: - Tia, quem vai morar aqui?
Eu: - Eu e seu tio.
João: - E a casa que você mora, vai fazer o que com ela? Vender?
(De onde ele tira isso?! Eu não falava essas coisas quando eu tinha 5 anos de idade...)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Pára-raios

Um pequeno parêntese: ainda há hífem em "pára-raio"? Se alguém souber, me avise...
Agora sim, o post:
Entro em pânico no meio de multidões, e a multidão nem precisa ser tão multidão assim. Fato! Sinto falta de ar, começo a suar desesperadamente e sinto uma vontade louca de bater em todos ao meu redor para que eu tenha espaço. Só que eu adoro ir a shows. Outro fato! Só há um problema: as pessoas adoram ficar lá na frente, no meio do tumulto. Acabo me rendendo inicialmente; aí o pânico toma conta de mim e saio correndo pra bem longe de tudo aquilo...
Ah! Mas no show do Nando Reis não... Eu queria ficar ali perto. Aproveitar que o show não estava tão cheio assim...
Mas depois desse show constatei que o problema não é exatamente multidões, mas pessoas chatas! O que me deixa irritada mesmo são as pessoas, acho que não gosto muito delas. Constatação! Outra constatação a partir da primeira: sou um pára-raios. Não de raios, mas de pessoas chatas, mal educadas, bêbadas, sem noção!!!
Sabe quando você chegou cedo, a pista ainda estava vazia, você escolheu o lugar com a visão perfeita... É aí que tudo começa, pode ser em shows, cinemas, teatros, no metrô ou até mesmo no avião. Você atrai pessoas desagradáveis.
Você está ali, na sua, cheio de espaço disponível... Por onde o bêbado com dois copos cheios de cerveja vai passar? Ou então onde haverá alguém que acenderá um cigarrinho de maconha? E sabe aquele casal que mede quase dois metros de altura? Onde ele vai parar? Pessoas sem noção pra dançar? Ou então aquele que no meio do show decide que quer ver o show mais de perto? Tanto lugar pra passar e parar, mas onde ele resolve se instalar?
Quando você olha pro lado seus amigos já estão distantes; você não enxerga mais o show; mesmo sem beber, você fede a cerveja!!!
Com você isso nunca acontece? Comigo sempre!!!
Bom, como vivemos na era dos sem noção, a nós, pára-raios de inconvenientes, só nos resta aproveitar, o show e os incômodos.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dia de boas novas

Só queria dizer o quanto o dia de hoje me deixou feliz...
Assinatura da escritura do apartamento novo confirmada pra amanhã e eu serei titia de novo!!!
Minha amiga Ded tá esperando um bebê lindo, que eu já conheci hoje. Ele está com seis semanas e quatro dias, parece um feijãozinho e já é muito querido!!!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Uma cidade muito "ixtranha"

(Só pra esclarecer: o "ix" do estranha é como uma transcrição do nosso querido falar carioca)
A primeira sensação estranha ao pisar em solo gramadense foi notar que havia pinheirinhos de Natal ao longo de toda a rua principal de Gramado. Não eram meros pinheiros, eram pinheiros enfeitados com enfeites de verdade, livres, decorando harmonicamente os pinheirinhos natalinos. Ninguém mexia neles... Ninguém roubava os enfeites... Suspeito isso, não?!
O segundo momento de tensão foi perceber que não havia semáforos... Faixas de pedestres e só! Como poderei atravessar a rua?! Se mesmo com a combinação sinal+faixa é quase impossível, o que fazer com apenas um deles?! Esperamos, né?! Vinha vindo um carro e ele quando nos viu... parou!!! E foi assim todas as vezes: bastava chegarmos a faixa de pedestres e os motoristas paravam!!! Incrível! Motoristas educados!!! Bom, não vi nenhum sinal de trânsito pelos lugares da cidade pelos quais passamos, nem cruzamentos, apenas rotatórias, ou rótulas, como eles chamam. Ai, imaginem só?! Aqui perto de casa há um cruzamento cheio de sinais de trânsito e é o samba do crioulo doido! Lá não. Os motoristas respeitam a preferência das rotatórias e tudo segue em paz... Incrível!
Ruas limpas e cheias de flores!!! Ninguém parava para roubar uma mudinha...
Ah! O nosso guia vivia dizendo para irmos ao banheiro público. Não entendia o porquê. Aqui, quando muito, há um banheiro químico nojento!!! Fui entender no último dia de viagem, quando minha curiosidade falou mais alto. Entrei no banheiro público. Fiquei estarrecida... Limpo, com papel e com todas as portas, e elas tinham trinco e não estavam pixadas!!! Ah! Sem contar as hortênsias que decoravam o ambiente!!!
Sabe o que mais: deu pra comer fondue e beber chocolate quente em pleno verão!!!
Agora dá pra entender porque o sul do nosso país queria ser um outro país...
De resto, a viagem foi ótima, não tinha como ser diferente, apesar do tempo louco, que sempre fazia o dia começar cheio de neblina...
São estas as impressões deixadas por Gramado em uma carioca que não sentiu a menor falta do caos enorme que toma conta de nossa cidade!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Mais do João

Trouxemos uma caixa de chocolates para o João, coisa que ele adora. Depois que ele saiu do PS2, sentou-se no sofá com a caixa de chocolate no colo. Ele já estava começando a comer a segunda ferramenta quando eu pedi para ele parar de comer o chocolate. Primeiro ele fingiu que não escutou. Na segunda tentativa ele disse:
- Hummmm... Saboroso... Muito saboroso...
***
No dia seguinte, ao telefone:
- João, você já comeu o chocolate todo?!
- Comi.
- Mas eu não pedi pra você comer devagar?
- Eu comi devagar.
- Como você comeu devagar se você comeu tudo?!
- Eu comi tudo devagar!
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